sexta-feira, 26 de abril de 2019

Dia da Camisa MCC - Doando vidas

O dia 25 desse mês foi marcado por uma campanha de doação de sangue. Nossos irmãos, vestindo as camisetas do movimento, participaram desse gesto de caridade e amor ao próximo, que previsto como parte das atividades, no calendário do Grupo Executivo Diocesano de Santarém.
Irmãos de diversos núcleos vestiram suas camisas e abraçaram essa bonita campanha.
Doar sangue é, literalmente, doar vida: uma só doação é capaz de contemplar até quatro pessoas que precisam.

Vestir a camiseta é ter a responsabilidade de vivenciar a cristandade em sua essência.
"A vida é linda, pra não dedica-la inteira aos meus irmãos"










Texto: João Lima

domingo, 31 de março de 2019

Estava com Saudade de Ti

Fonte: instagram.com/curtanoss

Numa busca pela "satisfação" dos prazeres partimos para um caminhar sem um rumo certo. Deixamos para trás nosso conforto e comodismo visando encontrar algo melhor, ou simplesmente encontrar a "tal liberdade".
Quando o filho mais novo pediu ao pai sua parte da herança e partiu em busca de sua nova vida, o Pai mesmo sabendo que era uma escolha difícil permitiu e deixou que o filho fosse. Nessa jornada, o filho mais novo foi morrendo aos poucos, destruindo tudo o que havia de bom e de puro dentro de si, foi asfixiando todas as esperanças de uma vida nova, foi percebendo que toda sua humanidade estava indo embora junto com seus sonhos, sua fortuna e seus amigos. Viu passar diante de seus olhos a sua vida, sua felicidade, sua dignidade.
Por outro lado percebeu que havia uma solução, uma alternativa, uma chance de voltar a viver, para isso, teria de assumir seus erros e ir em busca do que antes lhe representava o porto seguro, teria de voltar a casa do Pai.
Com medo e muito receio do que encontraria ele foi, e diferente de tudo que ele imaginou lá estava o Pai, a postos, pronto pra lhe receber com todo o amor e carinho do mundo. Nos braços do Pai ele (re)encontrou a sua dignidade e esperança em viver.

"Este meu filho estava morto e ressucitou, estava perdido e foi encontrado".

É assim que Deus faz conosco quando voltamos aos seus braços, nos acolhe, nos recebe e nos ama. No abraço do Pai nosso coração toca o dele, esse encontro lava nossas almas, cura nossas feridas, devolve nossa vida. Não tenhamos medo de voltar, não tenhamos medo de viver esse amor, não tenhamos medo! O Pai sente saudade de seus filhos assim como nós sentimos dEle.

Texto: JPBraga
Imagem: https://instagram.com/curtanoss?utm_source=ig_profile_share&igshid=1vy040yf6mi86

quarta-feira, 20 de março de 2019

A história do “DE COLORES”
 D. Juan Hervás, na Introdução ao Manual de Dirigentes escreve: "Um canto popular de carácter profano intitulado DE COLORES , tornou-se famoso. Alguns quiseram dar-lhe o sentido de um rito, de um símbolo e até o de uma forma de expressão do estado de consciência; mas nunca foi nada disso. É simplesmente uma canção popular, que estava em voga nos primeiros dias dos Cursilhos, de letra muito simples, inocente e até ingénua, que foi utilizada, e se continua ainda a utilizar, como elemento de descompressão".
Um dos responsáveis dos primeiros Cursilhos de Cristandade, Guillermo Estarellas, refere numa entrevista publicada em 1954: "Havia que exteriorizar o entusiasmo transbordante ... Do arquivo das minhas recordações musicais saiu "de colores ", que mais tarde havia de converter-se em contrasenha da sã alegria que resulta da nossa amizade com o Senhor".
Mas a letra da canção popular não era exactamente aquela que hoje conhecemos. D. Jaime Capó conta que, sendo ele o Director Espiritual do 94 Cursilho, no Santuário de San Salvador de Felanitx, foi chamado pelo Bispo Mons. Hervás, que o advertiu de que num Cursilho com homens casados não estava certo falar em "chicas bonitas", e que se deveria substituir a expressão por "bravos amores".
Foi a primeira vez que se mudou a letra de uma canção. As referências à canção " de colores " aparecem em muitos relatos dos primeiros Cursilhos, nomeadamente na Revista "PROA".
Em Fevereiro de 1952 aparece pela primeira vez na mesma revista um título grande com estas palavras: "De Colores, em Salamanca", e a partir de Outubro de 1953, uma secção da revista com o título "De Colores" era dedicada a informações sobre o Movimento em outras Dioceses. O emprego das palavras "De Colores" como saudação de despedida é referido pela primeira vez numa carta vinda de Valência em Março de 1954, mas em Junho desse mesmo ano, por ocasião do Encerramento do 100o Cursilho de Maiorca, muitas são as cartas e telegramas que terminam despedindo-se com o "De Colores".
Vemos assim que o uso da frase é progressivo. Nos primeiros quatro anos parece que ninguém lhe deu importância, intensificando-se o seu uso fora de Maiorca: Salamanca, Valência, e duma forma especial nas Dioceses da Catalunha. É, contudo, na América Latina, de maneira muito generalizada, que a frase "De Colores" nos aparece quase como uma etiqueta de garantia.
Hoje, quando falamos em "De Colores" , referimo-nos às cores descritas por Paulo VI aos Cursilhistas da Ultreia Mundial: "Não é isso que vós pretendeis ao querer substituir na alma as trevas do pecado pelas CORES VIVAS DA GRAÇA, e ao querer implantar a transparência da fé luminosa onde antes havia dúvida, tormento, egoísmo? Seja o vosso Pós-Cursilho uma primavera de flores cristãs que alegrem a paisagem do mundo, e uma aurora de novas luzes que marquem o vosso caminho e o caminho dos homens que, talvez sem o saberem, também se dirigem para Deus".

segunda-feira, 18 de março de 2019

📝 *FORMAÇÃO EM PINGA GOTAS* 💦

*Padrinhos e candidatos*

A realidade do MCC no Brasil atualmente é:
✅Estamos presentes em 170 Dioceses;
✅São realizados 500 Cursilhos por ano
✅Passam pelo Retiro de Cursilho 22.000 Neos a cada ano.
✅Tem muita gente engajada, levando a sério o Movimento.

Foi muito enfatizada a importância do *PADRINHO* que convida o candidato:

✅É responsabilidade do padrinho ACOMPANHAR o Neo, introduzindo-o e promovendo a acolhida entre os demais no Núcleo. A isto chamamos de _Pós-Cursilho_.
✅O convite tem que ser pessoal.

🌐É NOSSA REsPONSABILIDADE COMO CURSILHISTA:
🌱Preparar o terreno (o convite)
🌱Semear a semente (o Retiro)
🌱Cuidar da Planta (acompanhar o Neo, pós cursilho)
➡Não adianta promover um Encontro com Cristo e deixá-lo no mesmo lugar!

domingo, 4 de novembro de 2018

Ser jovem e ser santo.

Por: João Lima

A santidade talvez não está tão longe de nós e, muito menos, é coisa do passado. Muito se discute sobre ser jovem e ser santo, como se ser santo significasse ser careta. Mesmo que sejamos seres concebidos com a mancha do pecado original, temos como escolher fazer com que o peso dos pecados que nós cometemos hoje não destrua a nossa relação com Deus.
É sempre possivel escolher entre as coisas de Deus e o que não vem Dele.
O primeiro passo é se decidir por viver e espalhar o Evangelho.
No namoro, por exemplo, a gente pode escolher o namoro que agrada ao coração de Deus, ou o namoro vulnerável às coisas do mundo. Na festa, a gente pode escolher se divertir com responsabilidade, ou vulgarizar nosso corpo e nossa alma. Em nossos ambientes rotineiros, a gente pode agir como profetas do reino, por meio das nossas ações e palavras, ou podemos ser um contra testemunho de tudo o que Cristo significa. Em qualquer ambiente, cabe a nós agirmos como consagrados ao coração de Nosso Senhor ou não. 
Essas escolhas não são fáceis, mas se fortalecem com muita oração. Quando decidimos entregar nossa vida a Jesus, e nos permitimos ser moldados pela ação do Santo Espirito, então somos preenchidos e transformados segundo a vontade do Altíssimo. A intimidade com o Espírito nos faz mais santos, a cada dia... santos em constante conversão. Mas, isso só é possível com uma busca constante e verdadeira. Lembrando que ser santo não é ser perfeito e nunca mais pecar. A perfeição é Deus.
Maria é um doce exemplo de santidade. Que a devoção a Ela nos ajude seguir seu exemplo de vida. Seguindo Nossa Senhora, estaremos no atalho mais seguro até Nosso Senhor. Ela é a estrela que guia e que ensina a verdadeira cristandade. Maria educa cada filho seu.
Que a cada dia possamos ser mais Dela, para ser mais Dele... para sermos cada vez mais, a imagem e semelhança do Criador.  

... "que eu seja santo, pois Deus é Santo"

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

GRATIDÃO

Por: Jeniffer Munhoz



Incansáveis noites sem dormir, preocupação à solta, nervosismo a flor da pele, correria sem fim e ansiedade que não acabava, era o que resumia vocês a três quase quatro meses atrás, não é? E como é pra vocês depois de tudo, olhar para dentro de si e saber que hoje aqui, estão 80 novas jovens com a mudança estampada nos rostos e que vocês participaram dessa mudança? 
Não sei pra vocês, mas pra gente, a única palavra que define é gratidão. Pois se hoje, o nosso coração transborda o AMOR de Deus, vocês têm muito a ver com isso. 
Nesse caminho difícil que a vida é, com cada aprovação todos os dias passados por cada uma, é inexplicável olhar para o nosso lado e ver que alguém está sempre presente, uma pessoa que nunca nos deixa desanimar, que nos dá palavras de coragem e que lutam para nos ver felizes. Até porque hoje em dia são raras! E olha que máximo? Deus nos dá a vida mas Ele nos dá também a oportunidade de sermos felizes e conhecer pessoas como vocês, como acabei de descrever. Vocês são nossas incríveis descobertas, afloraram o que achávamos que estava perdido, ajudaram a nos devolver o sentido da vida. Poderíamos estar mais gratas? Nossos sorrisos, nos provam que sim! É indescritível o que sentimos por vocês. 
Agradecemos a Cristo por nos dá essa tremenda oportunidade de viver esses três dias, mesmo dormindo pouco, o cansaço nos pegando desprevenidas, o sino da Celinha fazendo maior barulho, os banhos corridos e as calcinhas esquecidas, mas ao raiar do sol, o que reinava era a alegria de poder estar junto dEle e de vocês. O 16º feminino dará a devida importância a cada nascer do sol, pois todo dia será nosso 4º dia, sabemos que não importa o que aconteça, levantaremos a cabeça, daremos uma piscadinha ao céus e diremos: “Obrigada Senhor!” Porém clamaremos “Livrai-nos Senhor, de toda chuva e de todo vento que tentar apagar essa chama, queremos continuar assim: quentes e acesas para que as tuas obras sejam cumpridas por nós, tuas novas servas.” 
Dizer obrigada, não é suficiente para agradecer o tão amáveis e gentis vocês foram conosco, aquelas que nos momentos mais difíceis, nos estenderam a mão amiga e nos ofereceram amparo. Todas as palavras aqui nesse texto são incapazes de retribuir o nosso carinho por vocês. Não esperem que digamos obrigada, porque o nosso agradecimento e demonstração de afeto será agindo, será evangelizando e fazendo novos jovens serem revestidos do AMOR. 
Que possamos caminhar juntas nas mesmas estradas, estendemos nossas mãos para que segurem, se precisar. Só saibam que não estamos sozinhas e que em nossas orações vocês sempre estarão. Seremos sempre as meninas de vocês e o carinho vai existir sempre por cada uma. 
Minhas irmãs, vocês irão nos ver falando muito sobre Ele e Maria estará a frente de tudo, intercedendo. Até porque vocês já ajudaram as sementes florescer, agora é a nossa vez de plantar outras incontáveis sementes por aí. 
Aqueles três dias não se apagarão nunca dos nossos corações. Família, estamos prontas para evangelizar e levar o nome dEle aos quatro quantos dessa terra. 
A Deus toda honra e toda glória! 
Ele conta conosco! ❤ 
Decolores 🌈

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

16º Cursilho para Jovens da Diocese de Santarém

Por: João Paulo Braga




Equipe e Neos do 16º Cursilho para Jovens Masculino

Equipe e Neos do 16º Cursilho para Jovens Feminino

Se tem uma coisa nessa vida que eu não duvido é da Ação do Espírito Santo. Quando entrei neste movimento no ano de 2011 não fazia ideia da proporção que isso teria na minha vida e de como minha relação com a minha fé ficaria extremamente diferente. 
Por muitas vezes eu cheguei a duvidar do que poderia acontecer na minha vida, questionei a forma com que as coisas aconteciam e principalmente, cheguei várias e diversas vezes a fazer chacota da "ação do Espírito", um terrível engano comigo mesmo! São Paulo, nosso padroeiro, precisou cair do cavalo para se converter, e eu tenho absoluta certeza, eu tive essa queda, eu e muitos outros irmãos ao longo dessa caminhada de 49 anos de evangelização em Santarém.
Nos últimos finais de semana 161 jovens foram ao Pedacinho do Céu vivenciar a experiência do Cursilho três dias, 81 rapazes coordenados por Alan Ribeiro e Jonatas Oliveira e 80 moças coordenadas por Juliana Carla e Delmira Lobato refletindo o tema: "Revistam-se do Amor" da Carta de São Paulo aos Colossenses (Cl 3-14).
Engana-se quem pensa que para sentir o efeito do cursilho é preciso estar servindo no pedacinho do céu, nós aqui de baixo sentimos a força da ação do Espírito Santo a cada segundo do retiro, e nossa sintonia de oração era tão forte que esses jovens puderam vivenciar de forma única o sentido de oração e intercessão.
Nossos 161 jovens desceram de Emaús renovados e isso estava estampados em seus rostos, seus olhos falavam, suas bocas cantavam glórias e seus corações estavam tão cheios que transbordavam aos olhos, tanto que a alegria contagiava toda a praça de Aparecida e até mesmo quem não era cursilhista se sentiu tocado pelo Espírito Santo.
Chega ao fim o início de uma missão, porque de agora em diante é nossa responsabilidade fazer esses jovens caminharem, faz parte de nosso compromisso estender a mão quando eles estiverem caídos, é nossa missão iluminar seus caminhos quando a escuridão quiser prevalecer, é nossa missão caminhar não à frente e nem atrás, mas ao lado deles para que eles entendam que o significado de ser cursilhista é justamente esse, estar lado a lado em todos os momentos.
Sabemos que a jornada de vivenciar o 4º dia é um teste diário, mas a confiança no Senhor restaura nossas forças, nos renovam e fazem ter mais gás para caminhar, poder compartilhar desse momento com nossos novos irmãos é justamente se embebedar nessa fonte de força e energia para recarregar as baterias e enfrentar cada vez mais as dificuldades.
O primeiro passo foi tomado, e arrisco dizer que esse era o mais difícil, o de tomar a decisão de ir para o cursilho, de agora em diante é só colocar em prática o que foi ensinado e viver acima de tudo a mensagem principal do seu testemunho e sua vivência em Cristo e com Cristo.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Renovação Carismática Católica comemora lançamento do Cristoval 2018 Evento acontece todos os anos durante o período do carnaval.

Por João Lima

A diocese de Santarém está em festa. Junto com a abertura oficial da programação do Círio 100, ocorreu o lançamento do Cristoval 2018. Com o tema “Retornai ao primeiro amor”, o evento ocorre do dia 10 a 13 de fevereiro, no Colosso do Tapajós.

Todo ano, a Renovação Carismática Católica promove um “carnaval com Cristo” para os que buscam uma forma alternativa de curtir esse período do ano. Em Santarém, o “Cristoval” atrai multidões. Em setembro, o conselho nacional do movimento reúne com os coordenadores de cada estado para definir questões de avaliação e planejamento. “Eles se reúnem em um retiro, de uma semana, geralmente em Aparecida, para fazer um momento de avaliação e de planejamento do outro ano”, afirmou Francinaldo Freire, coordenador do Cristoval. Na ocasião, “Retornai ao primeiro Amor” foi o tema escolhido para os retiros de carnaval da RCC em todo o Brasil.

Segundo Francinaldo, há uma necessidade de se reviver o primeiro contato com o amor de Deus, que com a chama de seu Espírito, proporciona uma vida de constante oração e serviço. Muitos persistem fiéis nas obras, mas acabam perdendo o ardor. “Com o passar do tempo, alguns não oram mais, não vão à missa como antes, aí vem a questão do deserto espiritual”. Durante os dias do Cristoval, os participantes serão chamados a “voltar desde o início”, firmando o compromisso de levar uma vida missionária com mais vigor e entusiasmo, guiados pelo fogo do Deus Espírito Santo, retomando práticas espirituais abandonadas ao longo do tempo. Com isso, reafirma-se o princípio de ser sal da terra e luz do mundo, evangelizando os ambientes, fazendo a diferença, cientes de que sempre pode ser feito mais: “se eu não estou fazendo, é hora de fazer; se eu já fiz, é hora de voltar, recomeçar”, disse o coordenador.

A cada ano, alguns aspectos do evento se modificam e seguem tendo a mesma importância. Freire fala sobre a unção que os pregadores e mensagens possuem e transmitem para o público presente, em todos os momentos dos dias que se sucedem. Ele acredita na importância do tema “Retornai ao primeiro Amor” como algo capaz de tocar a vida de quem for prestigiar o Cristoval, inclusive aqueles já ativos dentro da igreja. “Muito embora a gente já leu essa passagem na Bíblia várias vezes, a palavra de Deus ela é dinâmica, nova, sempre atual (...) é ação do Espírito Santo “fazer nova todas as coisas””.

Para 2018, uma mudança animou todos os católicos da cidade. Após anos no Espaço Pérola, o Cristoval retorna ao Estádio Colosso do Tapajós. Como no calendário da CBF não constava nenhum jogo marcada para a quarta-feira de cinzas, a coordenação viu a oportunidade de reutilizar o espaço, muito embora o plano inicial tenha sido a permanência no parque da cidade. No Colosso, além de questões estruturais e economias de gastos favoráveis, são 8.500 lugares preparados para receber pessoas de todos os bairros da cidade. Em reunião com a Secretaria de Transporte, foi acertado que todos os ônibus farão linha para o estádio, a fim de que todos possam ter facilidade de acesso ao lugar.

O Cristoval teve início com o grupo de jovens FAMUEL, da Renovação Carismática Católica, nos anos oitenta. Eles sentiam a necessidade de um retiro espiritual, no período do carnaval, e se reuniam nas dependências do Colégio Dom Amando e da Igreja São Sebastião. Com a participação de jovens vindos de outros grupos da RCC, foi preciso pensar em um lugar maior para a realização do retiro. O local escolhido foi o Centro de Formação Emaús, até o 1989, quando o aumento do número de jovens impulsionou nova mudança. “Em Emaús, muitos jovens ficavam de fora”, comenta Francinaldo Freire. De volta para a cidade, em 1990, o Cristoval ocorreu no Colégio São Raimundo Nonato, aberto ao público em geral, além da juventude. No ano seguinte, retorna ao Colégio Dom Amando, e em 1992, no ginásio do Colégio Santa Clara. Em 1993, o espaço ficou inviável para a realização do evento, levando-se em conta a proporção que ele tomava em termos populacionais. Sendo assim, em 1994, o Cristoval passa a ser realizado no Estádio Colosso do Tapajós. De lá pra cá, apenas duas mudanças: em 2012, o evento ocorreu na Praça do Santissimo; de 2014 a 2017, no Espaço Pérola.

O Movimento de Cursilhos de Cristandade se une a Renovação Carismática Católica abraçando a importância de estar unidos em oração e missão, vivendo diariamente o ardor missionário do primeiro amor. Unidos, todos os movimentos da igreja são mais fortes e constroem cristãos comprometidos a serem “fermento, sal e luz” na vida em busca do Reino.

Fotos: Rômulo Pantoja





quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018 Boletim da Santa Sé


A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32)». Fake news e jornalismo de paz
Queridos irmãos e irmãs!
No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.
1. Que há de falso nas "notícias falsas"?
A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos.
A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.
A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.
2. Como podemos reconhecê-las?
Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenómeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idóneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.
Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Génesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De facto, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn 3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos factos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis» (3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal» (3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu» (3, 6). Este episódio bíblico revela assim um facto essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.
De facto, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.
3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)
De facto, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).
E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego: aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32).
Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumentação impecável pode basear-se em factos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.
4. A paz é a verdadeira notícia
O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.
Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.
Por isso, inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:
Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz. 
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não 
cria comunhão. 
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos. 
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs. 
Vós sois fiel e digno de confiança; 
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo: 
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta; 
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia; 
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza; 
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha; 
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade; 
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos

verdadeiros; 
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança; 
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito; 
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade. 
Amen.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2018.
FRANCISCO

sábado, 9 de dezembro de 2017

Avançai para águas mais profundas


Cristo nos deu uma missão, "avançai para águas mais profundas", e todas as manhãs me questiono até onde tenho capacidade de ir quando lembro desse chamado.
O telefone toca, o número é conhecido, inclusive o sorriso brota do rosto quando vejo o nome na tela do celular, "oi neném, tudo bem?" falo como saudação, e logo em seguida um convite é feito, largar meu cômodo e tranquilo fim de semana de folga para partir em missão em uma cidade desconhecida, ao encontro de pessoas que nunca os vi antes. A tentação de dizer não era enorme e o medo de não dar conta era maior que minha confiança, naquele momento a única coisa que soube dizer imediatamente foi, sim, eu vou! Os dias foram se passando e se aproximava a missão, o desejo de arrumar uma desculpa pra não ir aumentava e eu não sabia como falar isso pros irmãos que já depositavam em mim confiança de fazer o trabalho que me havia sido confiado, porém, eis que chega o dia e tudo caminha para que a missão seja realizada. Duas horas de balsa, uma hora e meia de estrada e lá estávamos nós, diante de um novo serviço, de um novo trabalho. O medo ainda é parceiro nessa caminhada, mas a lembrança de que aqueles que confiam no Senhor nunca estarão sozinhos é também presença viva em meu coração. Amanhã nesta hora estaremos em meio a missão de renovar coração, reascender as chamas do amor e da unidade, fortalecer a caminhada daqueles que podem estar cansados mas que jamais desistem de caminhar. Amanhã esta hora estaremos de corações abertos para seguir novamente o chamado que Cristo nos fez uma vez no pedacinho do céu, "Conto contigo!".

Nosso lado humano sempre nos fará acreditar que não somos capazes de caminhar distâncias desconhecidas, que não somos suficientemente fortes para servir sem medo, que não somos seres verdadeiramente entregues a missão diária de nos por à disposição do próprio Cristo Jesus.
O movimento de Cursilhos planta em nossos coração diariamente o desejo de renovação e mudança, semeia em nossa caminhada a palavra viva do Próprio Cristo e mostra a cada um de nós que caminhar é preciso, evangelizar se faz necessário, afinal "Cristo deu a vida par nos salvar, ai de mim se não evangelizar".
Por fim, o que podemos concluir é que não devemos temer a missão que nos for confiada, seja qual for, seja qual o tamanho ou a magnitude, nunca estaremos sós, nunca seremos incapazes, Cristo nunca escolheu os capacitados, Ele sempre capacitou aqueles que escolheu para que fossem diferencial em suas missões, assim somos nós, cristãos comprometidos, fies e crentes que a missão pode até ser difícil, dolorosa mas que nunca será impossível.

Por: João Paulo Braga
Monte Alegre - PA - Brasil, 283 km